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Mães Sem CulpaKarla Crespo
Aberto

O amor que aprendi com minha mãe e hoje compartilho à mesa ❤️

Aos 15 anos, aprendi com minha mãe que preparar o almoço é uma forma de amar. Hoje, eu mantenho essa tradição aos domingos com minha família, entre conversas, risadas e memórias que ficam para sempre.

Por Karla Crespo · 24 out 2026

O almoço de domingo e as lembranças que carrego da minha mãe

Gente, hoje me peguei lembrando de uma época muito gostosa da minha vida, quando eu tinha uns 15 anos.

Éramos três filhos adolescentes e minha mãe, além de trabalhar fora, ainda cuidava da casa e de todos nós. E sabe de uma coisa? Não me lembro de um único dia em que chegasse da escola e não tivesse uma comidinha caseira, fresquinha, esperando a gente para almoçar.

Naquela época, talvez eu não tivesse dimensão de tudo que ela fazia. Mas cresci vendo aquela mulher forte, que trabalhava, cuidava dos filhos e ainda encontrava uma maneira de demonstrar seu amor nos pequenos gestos do dia a dia.

E foi olhando para ela que aquela menina foi aprendendo a ser a mulher que sou hoje.

Lembro que, aos domingos, eu adorava inventar alguma coisa diferente para o almoço. A cozinha era minha! Era o dia em que minha mãe podia descansar um pouquinho e eu me divertia preparando algo especial para nossa família.

E tinha uma coisa que tornava aquele dia ainda mais gostoso: era quando conseguíamos estar todos juntos à mesa. Durante a semana, a correria nem sempre permitia, mas o domingo era nosso.

Hoje percebo que foi ali que aprendi uma das coisas mais bonitas que minha mãe me ensinou, mesmo sem precisar dizer uma palavra: preparar uma refeição também é uma maneira de demonstrar amor.

E como isso ficou em mim!

Hoje, na minha casa, os domingos continuam tendo esse significado. Gosto de arrumar uma mesa bonita, preparar nosso almoço e reunir minha família. Agradecemos pela comida e sentamos juntos, sem pressa. Conversamos, brincamos, damos risada e contamos as coisas da semana.

Pode parecer algo tão simples, mas, para mim, esses momentos têm um valor enorme.

E fico pensando como a vida anda corrida. Estamos sempre preocupados com o trabalho, com os compromissos, com tantas coisas que precisam ser resolvidas que, às vezes, esquecemos de aproveitar aquilo que está bem diante de nós.

Não precisamos de um almoço sofisticado, de uma mesa perfeita ou de horas na cozinha. O importante é encontrar um momento para estar junto.

Minha mãe me ensinou isso com o exemplo. E hoje tento passar esse mesmo sentimento para o Arthur.

Talvez ele não se lembre de todos os pratos que preparei, mas espero que guarde na memória nossos domingos, as conversas, as risadas e a alegria de estarmos juntos.

Porque, quando penso na minha infância, não é apenas da comida que sinto saudade. É de tudo que vivíamos ao redor daquela mesa.

E talvez seja essa uma das coisas mais bonitas que podemos deixar para nossos filhos: lembranças de uma casa onde a comida também era uma forma de amar.

Agora me conta, vocês também têm alguma tradição de família que começou lá na infância e continua até hoje? Como são os domingos na sua casa?

Vou adorar conhecer suas histórias.

Um beijo,
Karla Crespo | Mães Sem Culpa

Porque comida de verdade também constrói memórias.

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